dezembro 02, 2009

Avaliações trimestrais

A escola da Júlia tem 3 avaliações no ano. A avaliação vem acompanhada de algumas atividades desenvolvidas em sala, com base nos temas propostos para a turma. Além de informar se a criança teve desenvolvimento em várias áreas, em uma espécie de relatório, tem ainda uma avaliação pessoal da criança, feita pela professora.
Agora que recebi a terceira avaliação, achei engraçado publicar aqui.
1. Avaliação primeiro trimestre:
A Júlia é uma criança carinhosa, meiga e comunicativa. Apresenta um vocabulário rico e espressa-se com facilidade. É curiosa, pergunta sobre tudo. Adora cantar e ouvir histórias infantis. É participativa e geralmente enriquece as aulas com os seus relatos. Não gosta muito das atividades de colorir e desenhar, dispersando-se com facilidade. Não apresentou dificuldades cognitivas. Seu comportamento é bom, é obediente e muito prestativa com seus amigos, mas em alguns momentos mostrou-se um pouco impulsiva, chegando a morder e bater nos amigos. Depois dos cometidos, fica muito sentida, se desculpa e dá beijos nos mesmos. Esta questão vem sendo trabalhada dia-a-dia e ela tem demonstrado avanços, porém se faz necessário continuar estimulando-a.
A sua adaptação foi um pouco tumultuada no início, porém hoje mostra-se segura entre os seus colegas e com as professoras. Em geral alimenta-se bem.
Ou seja, no começo, ela teve algumas alterações de comportamento, nada grave.
2. Avaliação segundo trimestre (preparem-se):
Neste trimestre a Júlia continuou apresentando um bom desenvolvimento. Participou das vivências e atividades de registro propostas mostrando-se muito curiosa, questionando o "porque" de tudo. Verbalmente expressa-se muito bem e com grande facilidade, entretanto não consegue utilizar-se do diálogo como meio para a solução dos pequenos conflitos com os colegas, dividir e partilhar materiais e objetos.
Mostra-se ainda muito autoritária (a quem puxou essa menina? : - r ) não aceitando qualquer opinião diferente da sua. Quando surgem estas situações, têm resolvido-as na base da força. Arranca objetos da mão dos amigos, bate, morde (!!) quem estiver por perto, na tentativa de resolver a questão e quando percebe que não consegue alcançar seu objetivo, finge chorar gritando alto na tentativa de chamar a atenção para si. (ah, se a Globo descobre...!)
Procuramos conversar e mostrar outras possibilidades para a solução dos conflitos cotidianos (é importante que os pais reforcem esta questão em casa também (temos reforçado, não imagina como!!)).
3. Avaliação terceiro trimestre:
Neste trimestre a Júlia apresentou um bom desenvolvimento cognitivo, boa atenção/concentração/memorização, realizando suas atividades com empenho, dedicação e capricho. É uma criança carinhosa e atenciosa com os amigos. Adora ser prestativa com os mesmos.
Demonstra certa liderança em suas atividades, mas se frustra se não consegue o que quer ). Em alguns momentos apresentou dificuldades em aceitar as pequenas regras e limites necessários para o bom convívio escolar (geralmente nos dias em que ela está mal humorada), bem como não divide brinquedos e materiais de uso comum da sala (aiaiai).
Adora ouvir histórias e brincar na casinha de bonecas.
Continua se fazendo necessário o reforço familiar no que diz respeito a imposição de regras e limites claros para a Júlia, bem como o não relaxamento diante de suas atitudes imediatistas.
Tenho certeza de que no próximo ano avançará ainda mais.
Enfim, até fiquei satisfeita com o resultado do terceiro trimestre, visto o que veio no segundo. Fiquei realmente furiosa com a segunda avaliação (que fique claro - com o comportamento dela, não com as considerações da escola). A Júlia não é uma criança fácil, mas também não é das mais difíceis. Acho que fica na média. Precisa de uns castigos e duras reprimendas às vezes. E é teimosa. E muito. Tem dias que ficamos numa luta de uns 15 minutos até ela dizer "por favor" para ganhar um simples suco ou colocarmos o dvd pedido.
Confesso que com essas avaliações ou quando ela dá um piti público (sorte que eles não são muito comuns, ela prefere espetáculos caseiros...), eu sempre penso: esse povo deve achar que eu sou uma banana com ela. Mas enfim, acho que estamos fazendo um bom trabalho, na maioria das vezes. O que não exclui, naturalmente, um ou outro deslize. Mas quem disse que educar é fácil?

3 comentários:

Vivien Morgato : disse...

Eu tenho um filho de quase 17 anos. Outro dia, arrumando papelada, mostrei pra ele os relatórios da escolinha e rimos muito: ele já era...ele.;0)
Falava muito, gostava de arte, já era disperso ( tem tdah) e questionador.
Foi bacana.

Silvia Oliveira disse...

Que legal!!! Adorei ler tudo isso! Achei muito bacana a escola ser bem criteriosa e positiva na avaliação, isso realmente nos faz crescer e estar atenta! Acho a Julia o máximo! Bjs!

Val disse...

Claudia, não sou mãe...ainda, mas o que tenho para lhe dizer é que tenho orgulho em afirmar que você e o Cláudio se tornaram pais que quero muito ter como referência, pois a Júlia é uma criança linda, que se relaciona com todos, comunicativa. Não aquelas "xucras do mato" que não falam com ninguém, que não interagem.
Então de coração quero que saiba que vocês dois estão educando muito bem a Julia, e que é óbvio que é uma conquista diária os aprendizados que ela vai tendo. Faz parte, assim como foi conosco.
Sei que não pediu, mas a minha avaliação é nota 1000 para essa linda família que vc tem!
bjs
VAL