novembro 29, 2010

O natal do palácio avenida

Aqui em Curitiba, sempre tem muitas atrações natalinas. A mais tradicional delas é uma apresentação que já acontece há 20 anos, na sede central do banco HSBC, um prédio de fachada histórica, construído em 1929, que fica no começo da Rua XV. É um coral com 160 crianças carentes, ligadas ao instituto do banco que são selecionadas para participar do evento todo ano, e que cantam nas janelas do prédio. Eles foram aprimorando o evento, e cada ano tem uma novidade. Projeções nas paredes, artista conhecido para fazer a apresentação, show de fogos sincronizado com a música. Enfim, um espetáculo bacana, pra entrar no clima de natal.
Fazia muitos, muitos anos que eu não ia. Com a Júlia na fase de curtir natal, coral, apresentações e afins, a levamos para ver a apresentação. E foi super bacana! Achei que ela ia cansar e querer ir embora, afinal leva mais de 1 hora. Que nada! Adorou cada música, cantou junto as que ela sabia, e dançou nas mais animadas. O vídeo está meio escuro, porque a minha câmera é simples, mas olha só!

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novembro 28, 2010

A apresentação de natal

Eis a apresentação. Ou parte dela. A Júlia é uma das menores, sempre à esquerda no vídeo. Quando as crianças ficam de frente, ela é a 4ª criança da esquerda pra direita, bem do lado de uma altona da turma.

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novembro 26, 2010

Apresentação de natal

Bem, hoje é a apresentação de natal da Júlia. Será em um teatro, e ela está ansiosíssima, só fala disso há dias. Já pediu várias vezes pra eu e avó levarmos a máquina fotográfica, já falou também incontáveis vezes que a roupa é linda e que ela vai estar com um penteado e maquiada (desconfio que essa é a parte que ela mais espera...). Aí, ontem, indo pra escola:
- mãe, coloca vestido e fica bem linda pra me ver no teatro?
- posso colocar, filha. Mas hoje eu não estou linda também de calça?
- está
- então, eu posso ir de calça né?
- pode, mas não aquelas rasgadas, tá mãe? E fala isso pro pai, porque ele tem uma calça rasgada também!!

(por rasgada, leia-se aquelas calças jeans stonadas, que tem uns rasgos propositais, sacam? Então, parece que minha filha perua não gosta disso...)


E hoje:
- mãe, você vai poder sair mais cedo do trabalho?
- vou, filha. Não se preocupe.
- ó, se o chefe não deixar, fala: chefe, vai ali na sala de reunião com umas pessoas que eu vou ficar aqui e não vou fazer nada tá? Aí, quando ele entrar na sala, você sai correndo!

(porque é isso que ela faz quando pretende fazer arte - manda eu sair do quarto, porque ela "não vai fazer nada").

novembro 08, 2010

Tirando o pó desse lugar

Então né gente. A pessoa pisca e lá se vão mais de 2 meses sem uma passadinha aqui. Muitas coisas aconteceram nesse período.
Eu e o pai da Júlia passamos quase 15 dias longe dela. Eu já tinha passado 9 dias longe, a trabalho, mas esse foi prova de fogo. Foi bom, foi ruim, foi bom, foi ruim. Assim mesmo, com altos e baixos. Bom porque andamos muito e eu não conseguia imaginar a Júlia encarando nossa maratona diária de turista. Ruim porque toda vez que eu via uma coisa legal pra criança queria ela teletransportada pra lá, só pra ver a cara dela diante de um parque bacana, uma ossada de dinossauro, uma mega loja de brinquedos... enfim, sobrevivemos todos.

Outro dia ela estava chateada, dizendo que era uma bruxa triste porque não tinha um castelo, vejam só. Então eu peguei umas sacolas de papelão, desmontei, fiz umas torres meio toscas, coladas com fita crepe - uma verdadeira obra de arte! - e colei na casinha da Fisher Price que ela tem. Enquanto fazia isso, ela chegou perto, me abraçou, me deu um beijo e disse:
- Muito bonita essa sua atitude, mãe!
Posso com isso? Quase esmaguei. Depois descobri que a tia da escola sempre fala isso quando as crianças fazem algo que ela aprova.
Mas - ah - é fofo, né?